quarta-feira, 18 de junho de 2008

Divina Providência

Tende piedade dos meninos da Providência que foram entregues aos da Mineira. que chegavam do baile Fank, provavelmente felizes já que o batidão, a dança gastam muita energia, liberam endorfinas, chegando de táxi e aí, às 7h30 você toma uma dura, uma dura definitiva, sem volta.

Tende piedade dos outros meninos que aplicaram um corretivo nos da favela, coitados, foram formados na educação do corretivo. Outro dia mesmo, um rapaz de 18 anos morreu num treinamento do exército em Itatiaia, nas Agulhas Negras. Morreu porque o professor certamente aplica a regra do corretivo, onde os fracos não tem vêz. E no asfalto o pobre não tem vez. Então, bastou uma raivinha, um orgulhinho ferido e zás! Vamos jogá-los aos leões.

Ainda estamos no Coliseu...
A guerra sempre existiu, mas e o processo civilizatório, não deveria ter acabado com ela?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Pacto de sangue

Desde os contos de fada que lia na infância ficava intrigada com o pacto de sangue. Depois, aos 20 anos, na década de 80, fui morar no campo, formar família. A alimentação era o estandarte do nosso casamento, a vida pura. Comíamos, todos os dias os mesmos alimentos, muitos da horta. O mel que cultivávamos. Nem carne, nem leite, nem ôvo. Todo o dia a mesma comida, o mesmo brocólis, o mesmo alface, e portanto o mesmo sangue. Esse é o pacto de sangue.

Devo dizer que nem isso garante um casamento feliz, somos, antes de tudo, solitários e o mesmo sangue não garante nada, vide as famílias todas espalhadas por aí.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Essa semana por duas vezes me perguntei: como assim? Como assim, o aeroporto de Guarulhos está novamente aberto a tantos pousos e decolagens, conexões e escalas e nem precisa da terceira pista? Não, devo ter escutado errado... Como assim? Esse é o Edison Lobão, essa figura deprimente de político de profissão... Não, devo ter visto errado!

Mas o melhor de tudo foi a chuva, depois daquele calor de 40 graus a chuva de granizo, e rápida, chegou de repente e veio com vontade. Mesmo tendo ficado a noite de sábado sem luz, foi uma delícia dormir com o barulhinho da chuva e depois a semana com aquele friinho, dias cinzas, as plantas satisfeitas. Nosssa, adorei esse inverno em pleno verão carioca.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Cabelos Brancos

Depois de vários anos elocubrando finalmente consegui me libertar da L' Oréal. Não foi fácil, a pressão pela juventude eterna é avassaladora... Mas, desde os 28 anos sou escrava da tal da tinta. Estou me acostumando. É claro que quando me olho no espelho não posso deixar de pensar como a natureza foi rápida na minha cabeça, mas também é divertido ver que agora sou outra, e a vida é assim, transformadora. E adoro mudanças.
O interessante é que ando recebendo muitos elogios, por incrível que pareça há quem diga que remocei... então explico que só pode ser pela sensação de liberdade. Agora posso mergulhar no mar sem a preocupação que aquele risco branco irá sobressair no alto da minha cabeça e não precisarei usar um corte que disfarce a tal linha, ou se mexo no cabelo em público e irei descortinar a verdade da cor dos meus cabelos... Na verdade ela ficou prateada. E a cada dia (tem menos de um mês que não tenho mais nenhum resquício de tinta) gosto mais da nova Flávia. Sinto que as mulheres me olham com uma certa admiração pela coragem e muitas das que insistiram para que eu não fizesse isso hoje me falam que surpreendentemente estão gostando... E quanto aos homens, bem, nenhum ainda me disse que estou horrorosa..

Quanto a mim às vezes tenho inveja daquelas que pintam os cabelos sem queixas e acham que esse é o caminho traçado. Sempre recorri a tinta revoltada e agora estou feliz. Liberdade, ainda que à tardinha!!!


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Primeiro Post

Depois de gastar um tempo razoável para finalmente criar esse blog, confesso que fiquei exausta. O passo a passo que prometem tão rápido, demooora.... E vai e volta e volta e vai. Fiquei assim um tanto vazia, mas como o mote é o dia, fico pensando no Polo Norte, quando visto debaixo, a água escorrendo solta, feito areia de ampulheta. Então penso nesse gelo que derrete rápido, dia após dia e nessa Terra que nos leva, carrega.