Desde os contos de fada que lia na infância ficava intrigada com o pacto de sangue. Depois, aos 20 anos, na década de 80, fui morar no campo, formar família. A alimentação era o estandarte do nosso casamento, a vida pura. Comíamos, todos os dias os mesmos alimentos, muitos da horta. O mel que cultivávamos. Nem carne, nem leite, nem ôvo. Todo o dia a mesma comida, o mesmo brocólis, o mesmo alface, e portanto o mesmo sangue. Esse é o pacto de sangue.
Devo dizer que nem isso garante um casamento feliz, somos, antes de tudo, solitários e o mesmo sangue não garante nada, vide as famílias todas espalhadas por aí.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
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